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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Descrição do meu.

As vezes a necessidade de contar é somente para que as dúvidas e questionamentos se façam menos “pesadas” na gente. Não necessariamente você vai contar e sua angustia vai passar. Porém quando você conta algo, no ato de contar você tem a chance de visualizar o acontecido, assim penso eu.
Vamos lá, tentarei contar um pouquinho sobre e mim e a rotina que vivo e que busco interpretar agora. Sabe aquela sensação angustiante de se guardar inquietudes? Então creio que metade da raça humana sente, já sentiu ou vai sentir esse nó no peito um belo dia.
Um belo dia se acorda, daí se pensa, daí se age. Ok, até ai tudo bem. Mas por que será que algumas tormentas vem sem avisar. Por que a gente se deixa levar por “intromissões”?
Vou tentar ser mais clara. Recapitulando, de novo, vamos lá – Acordei, olhei, levantei, lavei o rosto, o enxuguei, me troquei, saí. Saí, segui,cheguei, pensei, entrei. Trabalhei, olhei, por que olhei? Então olhei, olhei de novo, encontrei, visualizei, me atormentei. Não inventei, vi, olhei, achei, opinei, falei, escutei , falei e cansei.
É isso, impossível ser mais clara, resumidamente é assim que tem sido, passado e sentido.

•1 meu•

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sem adeus José Saramago...

As vezes deixamos de ouvir... de ver... de sentir...
Hoje seria ótimo se fosse um desses dias, que não se ouve, não se vê e não se sente nada...
José Saramago se foi... porém fez muitos enxergarem através de sua obra 'Ensaio Sobre a Cegueira'. E muitos católicos lerem 'Evangelho segundo jesus Cristo', sem perceber seu ateismo...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tô pê da Vida!

Tô pê da vida
Tô vendo a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
E o mundo em volta da ferida
Em transes loucos, transas nossas
De mãos atadas vistas grossas
É muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
Tão pondo fogo no planeta
E quem não tá vira careta
A fina flor do preconceito
De cor, de raça, de sujeito
Isso tem jeito (2X)
We are the world lá nas paradas
E gerações desperdiçadas
Em tantas lutas sem sentido
Fecha as cortinas do passado
Mundo grilado, dolorido
Que se conforma
Tô pê da vida
Doces jogadas ensaiadas
Nas mesas das nações unidas
Azucrinando nossas vidas
Jogos de dados combinados
Dados marcados
Tô pê da vida
Mas não me sinto derrotado
Não tem gatilho, nem cruzado
Que vai me por nocauteado
A esperança é uma música
Canta essa música, nossa música, é nossa música...
Tô pê da vida
Olhando a gente tão pra baixo
Num baixo astral, num cambalacho
E muito pouco amor à vida
Tô pê da vida
Mas isso quase não é nada
Tem que enfrentar essa parada
E tem que por a mão na terra
Eu tô na guerra pela vida
Só pela vida
Viva a vida

(Dominó - 1980)