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terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Consciência tá de férias.

Um dia feliz. Dia sem muitas interrogações. Nossa que dia bom. Há muito, muito, muito tempo mesmo eu não deixava de me entrevistar se quer um dia.

Tudo bem que eu adore escutar-me e escutar as pessoas, mas todo santo dia? Nem aquele seu melhor amigo quando começa com “queixação” – Se queixar todos os dias – a gente não agüenta não é? Imagine o seu eu interior do fundo de você mesmo falando coisas demais?

Bom faz uns três meses que estou convivendo com a “dona interrogadora interiora” que não me dá sossego.

Hoje ela resolveu tirar uma folguinha, e sinceramente, to rezando para que ela fique de férias até fim de janeiro. Porque quando ela está de férias eu também me sinto de férias, relaxada e livre para não pensar em nada com urgência.

Isso consciência fica de férias que tô tirando as minhas. Decidi voltar para a terrinha, respirar, me erguer e depois sim seguir em frente.

Logo acho meu lar de novo, logo me acho de novo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Hoje escutei-me

Hoje ouvi dizer que a rotina engoliu a ação. E eu que dizia que jamais iria querer saber de rotina.
Bom na verdade eu já aceitava a rotina a algum tempo, porém, se ela fosse uma rotina
(modificada).
Mas como nem sempre nossos parentênses fazem-se realmente () parênteses, esse ai que eu abri de nada adiantou.
Hoje acordo com o cabelo mudado, diferente de alguns amigos do tempo da faculdade que encontro por ai, que ainda mantêm a mesma aparência e corte de cabelo. Eu não. Eu costumava ser mais vaidosa, cabelos descoloridos quase brancos, vários piercings no rosto, um sorriso inocente (que ainda possuo, porém com desconfiança) e uma dosagem imensurável de enerigia que me permitia me aventurar, trabalhar, estudar e ainda “baladear”.
Hoje seria-me dificil descrever aventuras. Não me aventuro mais como antes. Levo uma vida de casada que me trouxe muitas alegrias e descobertas, mas que hoje se encontra em um labirinto. Simplesmente não sei onde vai dar.
Tenho planos e sonhos, porém, medo.
Tenho vontades e incertezas.
Mas é assim, uma carreira jornalística que tarda em começar, uma viagem que insisti em se adiar e eu que não sei esperar.