A gente ouve coisas todos os dias. Ouvir é fácil, a pessoa fala, e o que é dito entra pela orelha e sai pelo nariz.
Escutar é bem diferente de ouvir. Escutar requer autoconhecimento e conhecimento do outro. Requer atenção, requer querer saber...
Saber do outro, querer saber o que o outro tem para falar.
Hoje em dia é fato que não consta mais nas entrelinhas do cotidiano o interesse pelo saber do próximo. Saber se vai bem, se vai mal, se tem idéias, ou apenas ditos, que seja.
Cada um com suas atribuições, seus afazeres, sua correria e seu montante de problemas não consegue se escuta mais nada.
É preciso ESCUTAR mais as pessoas, abrir o campo do inconsciente para ‘absorver’ um pouco do outro.
Acho que o esforço de interiorizar o que ‘o outro’ tem para dizer pode beneficiar nos ‘porquês’ de cada um.
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